
Resultados e reverberações da oficina Roteiros Flutuantes oferecida entre maio e junho de 2010 no Centro Cultural Hilda Hilst em Campinas/SP, por Ilma Guideroli e Camila Colombo. Abordagem de novas formas de percepção dos espaços cotidianos através do ato de caminhar. Estimular descobertas a partir da criação de roteiros particulares pela cidade.
16 de jun. de 2010
Bibliografia
BENJAMIN, Walter, Passagens, Belo Horizonte; São Paulo: UFMG; Imprensa Oficial do Estado, 2007.
__________, Charles Baudelaire: Um Lírico no Auge do Capitalismo em Obras Escolhidas III, São Paulo: Brasiliense, 1995.
BRISSAC PEIXOTO, Nelson, Intervenções Urbanas: Arte/Cidade, São Paulo, Senac, 2002.
BUTLER, Cornelia H. e TSAI, Eugene, Robert Smithson, Princeton University, 2004.
CALVINO, Ítalo, As Cidades Invisíveis, São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
_______, Marcovaldo ou As Estações na Cidade, São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
CERTEAU, Michel de, A Invenção do Cotidiano - 1-Artes de Fazer, Rio de Janeiro: Vozes, 1994.
CROW, Thomas, Gordon Matta-Clark, Phaidon, 2006.
FELÍCIO, Erahsto (org.), Internacional Situacionista. Deriva, Psicogeografia e Urbanismo Unitário, Porto Alegre, Deriva, 2007.
FONSECA, Rubem, A Arte de Andar pelas Ruas do Rio de Janeiro em Contos Reunidos, São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
FERREIRA, Glória e COTRIM, Cecília (org.), Escritos de Artistas Anos 60/70, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2006.
HARMON, Katharine, The Map as Art: Comtemporary Artists Explore Cartography, New York, Princeton Architetural Press, 2009. Essays by GAYLE, Clemans.
HOOKER, Denise, Richard Long: Walking the Line, Editora Thames & Hudson USA, 2005.
KASTNER, Jeffrey WALLIS, Brian, Land and Environmental Art, Phaidon, 1998.
KRAKAUER, Jon, Na Natureza Selvagem, São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
LONDON, Jack, O Chamado da Floresta.
PASSOS, Maria Lúcia Perrone e EMÍDIO, Teresa, Desenhando São Paulo: mapas e literatura : 1877-1954, São Paulo: Editora Senac, São Paulo: Imprensa Oficial, 2009.
POE, Edgar Allan, O Homem da Multidão, Porto Alegre: Paraula, 1993.
THOUREAU, Henry David, Desobedecendo, São Paulo: Círculo do Livro, 1984.
_________, Walden, ou A Vida nos Bosques, Ed. Aquariana, 2007.
WATKINS, Jonathan, DENIZOT, Rene, On Kawara, Editora Phaidon Press, 2002.
WHITE, Edmund, O Flâneur: Um Passeio Pelos Paradoxos de Paris, São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
__________, Charles Baudelaire: Um Lírico no Auge do Capitalismo em Obras Escolhidas III, São Paulo: Brasiliense, 1995.
BRISSAC PEIXOTO, Nelson, Intervenções Urbanas: Arte/Cidade, São Paulo, Senac, 2002.
BUTLER, Cornelia H. e TSAI, Eugene, Robert Smithson, Princeton University, 2004.
CALVINO, Ítalo, As Cidades Invisíveis, São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
_______, Marcovaldo ou As Estações na Cidade, São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
CERTEAU, Michel de, A Invenção do Cotidiano - 1-Artes de Fazer, Rio de Janeiro: Vozes, 1994.
CROW, Thomas, Gordon Matta-Clark, Phaidon, 2006.
FELÍCIO, Erahsto (org.), Internacional Situacionista. Deriva, Psicogeografia e Urbanismo Unitário, Porto Alegre, Deriva, 2007.
FONSECA, Rubem, A Arte de Andar pelas Ruas do Rio de Janeiro em Contos Reunidos, São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
FERREIRA, Glória e COTRIM, Cecília (org.), Escritos de Artistas Anos 60/70, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2006.
HARMON, Katharine, The Map as Art: Comtemporary Artists Explore Cartography, New York, Princeton Architetural Press, 2009. Essays by GAYLE, Clemans.
HOOKER, Denise, Richard Long: Walking the Line, Editora Thames & Hudson USA, 2005.
KASTNER, Jeffrey WALLIS, Brian, Land and Environmental Art, Phaidon, 1998.
KRAKAUER, Jon, Na Natureza Selvagem, São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
LONDON, Jack, O Chamado da Floresta.
PASSOS, Maria Lúcia Perrone e EMÍDIO, Teresa, Desenhando São Paulo: mapas e literatura : 1877-1954, São Paulo: Editora Senac, São Paulo: Imprensa Oficial, 2009.
POE, Edgar Allan, O Homem da Multidão, Porto Alegre: Paraula, 1993.
THOUREAU, Henry David, Desobedecendo, São Paulo: Círculo do Livro, 1984.
_________, Walden, ou A Vida nos Bosques, Ed. Aquariana, 2007.
WATKINS, Jonathan, DENIZOT, Rene, On Kawara, Editora Phaidon Press, 2002.
WHITE, Edmund, O Flâneur: Um Passeio Pelos Paradoxos de Paris, São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
15 de jun. de 2010
Ementa da oficina
Roteiros Flutuantes – Entre o Olhar e o Caminhar
Ilma Guideroli – ilma22@gmail.com
Camila Colombo – camilacolombo@yahoo.com.br
De 17/04 a 19/06, das 13:30 às 16:30
Carga horária: 24 horas
Ementa
A oficina pretende abordar novas formas de perceber os espaços cotidianos pelo viés das caminhadas. Através de aulas expositivas e discussões sobre autores, artistas plásticos e cineastas que têm em suas produções um forte diálogo com caminhadas, expedições e descobertas, pretendemos estimular os participantes a descobrirem novas relações entre o olhar e o caminhar.
Ao longo da oficina, os participantes serão estimulados a traçarem seus próprios roteiros pela cidade, registrando tais percursos e trazendo os registros – sejam eles visuais, escritos, sonoros, entre outros – para que seja possível, ao final da oficina, montar um mapa coletivo, proveniente do resultado das experiências individuais. Dessa forma, os roteiros produzidos se transformarão em uma rede de possibilidades quando colocados em conjunto.
Conteúdo
17/04:
Apresentação do curso e dos participantes;
Referências visuais dentro de um panorama histórico: como surgiu o interesse dos artistas pelas caminhadas;
A proposta dos roteiros individuais que serão realizados ao longo da oficina;
24/04:
Continuação da apresentação de referências visuais: diferentes formas de lidar com o espaço a partir dos situacionistas, dos artistas relacionados à Land Art e de alguns artistas conceituais;
Detalhamentos e esclarecimentos sobre a proposta dos roteiros individuais.
08/05:
Discussão de alguns capítulos (a definir) do livro Marcovaldo ou As Estações na Cidade, autor: Ítalo Calvino;
As caminhadas na literatura: a figura do flâneur:
- O Homem na Multidão, Edgard Allan Poe;
- Passagens, Walter Benjamin (excertos);
Apresentação e discussões das primeiras idéias e registros dos roteiros individuais.
15/05:
As caminhadas solitárias: os eremitas e Thoreau;
Exibição do filme Andarilho, Cao Guimarães e discussão;
Orientações individuais sobre os roteiros.
22/05:
As caminhadas enquanto ativadoras de espaços: Michel de Certeau e Milton Santos;
Apresentação de alguns trabalhos da 27ª Bienal de São Paulo;
Apresentações individuais das primeiras caminhadas: lugares escolhidos, primeiras impressões, registros – discussão em grupo.
Observação: os direcionamentos dados a partir deste encontro vão se guiar a partir do retorno dos participantes.
29/05:
Continuação das apresentações dos processos individuais, discussão em grupo.
12/06:
Continuação das orientações individuais, discussão em grupo.
Proposta para que o conteúdo seja postado em um blog, tornando as experiências acessíveis na rede; discussão da forma de apresentação de tais conteúdos, e como os mesmos devem ser disponibilizados.
19/06:
Encerramento, com discussão final sobre toda a experiência;
Apresentação do blog finalizado.
Ilma Guideroli – ilma22@gmail.com
Camila Colombo – camilacolombo@yahoo.com.br
De 17/04 a 19/06, das 13:30 às 16:30
Carga horária: 24 horas
Ementa
A oficina pretende abordar novas formas de perceber os espaços cotidianos pelo viés das caminhadas. Através de aulas expositivas e discussões sobre autores, artistas plásticos e cineastas que têm em suas produções um forte diálogo com caminhadas, expedições e descobertas, pretendemos estimular os participantes a descobrirem novas relações entre o olhar e o caminhar.
Ao longo da oficina, os participantes serão estimulados a traçarem seus próprios roteiros pela cidade, registrando tais percursos e trazendo os registros – sejam eles visuais, escritos, sonoros, entre outros – para que seja possível, ao final da oficina, montar um mapa coletivo, proveniente do resultado das experiências individuais. Dessa forma, os roteiros produzidos se transformarão em uma rede de possibilidades quando colocados em conjunto.
Conteúdo
17/04:
Apresentação do curso e dos participantes;
Referências visuais dentro de um panorama histórico: como surgiu o interesse dos artistas pelas caminhadas;
A proposta dos roteiros individuais que serão realizados ao longo da oficina;
24/04:
Continuação da apresentação de referências visuais: diferentes formas de lidar com o espaço a partir dos situacionistas, dos artistas relacionados à Land Art e de alguns artistas conceituais;
Detalhamentos e esclarecimentos sobre a proposta dos roteiros individuais.
08/05:
Discussão de alguns capítulos (a definir) do livro Marcovaldo ou As Estações na Cidade, autor: Ítalo Calvino;
As caminhadas na literatura: a figura do flâneur:
- O Homem na Multidão, Edgard Allan Poe;
- Passagens, Walter Benjamin (excertos);
Apresentação e discussões das primeiras idéias e registros dos roteiros individuais.
15/05:
As caminhadas solitárias: os eremitas e Thoreau;
Exibição do filme Andarilho, Cao Guimarães e discussão;
Orientações individuais sobre os roteiros.
22/05:
As caminhadas enquanto ativadoras de espaços: Michel de Certeau e Milton Santos;
Apresentação de alguns trabalhos da 27ª Bienal de São Paulo;
Apresentações individuais das primeiras caminhadas: lugares escolhidos, primeiras impressões, registros – discussão em grupo.
Observação: os direcionamentos dados a partir deste encontro vão se guiar a partir do retorno dos participantes.
29/05:
Continuação das apresentações dos processos individuais, discussão em grupo.
12/06:
Continuação das orientações individuais, discussão em grupo.
Proposta para que o conteúdo seja postado em um blog, tornando as experiências acessíveis na rede; discussão da forma de apresentação de tais conteúdos, e como os mesmos devem ser disponibilizados.
19/06:
Encerramento, com discussão final sobre toda a experiência;
Apresentação do blog finalizado.
25 de ago. de 2009
Paisagens Virtuais

As paisagens virtuais são concepções: são montadas com muitas peças, e suas características dependem dos programas utilizados para “realizá-las”, fazê-las advir. Coleta de informações estocadas em memória e ativadas segundo restrições específicas que se pode fazer variar no tempo. (A Invenção da Paisagem, Anne Cauquelin, São Paulo: Martins Fontes, 2000, pág. 182)
20 de ago. de 2009
Sábio Thoreau...
"Atualmente, nas minhas vizinhanças, a melhor parte das terras não é propriedade privada de pessoa alguma; ninguém é dono da paisagem, e o caminhante desfruta de uma liberdade relativamente grande. Mas é possível que chegue o dia em que a terra estará dividida em várias áreas de lazer - é esse o nome -, nas quais poucos terão apenas um prazer estreito e exclusivo; as cercas se multiplicarão; serão inventadas armadilhas e outras engenhocas para confinar os homens aos caminhos públicos; e andar pela superfície da terra de Deus terá um novo significado: o de invadir as possessões de algum senhor respeitável. Desfrutar exclusivamente de alguma coisa significa geralmente excluir-se a si mesmo do verdadeiro desfrute. Vamos, portanto, ampliar nossas oportunidades antes que cheguem os tempos ruins."
Thoreau, Henri, Desobedecendo, texto Caminhando, originalmente publicado em 1862. Página 114.
18 de ago. de 2009
Smithson
"Os mapas são coisas muito evasivas. Esse mapa do Mono Lake é um mapa que indica como chegar a parte alguma. O Mono Lake é no norte da Califórnia e escolhi este site porque tinha uma grande abundância de cinzas e pedras-pomes, um belo material granular. O próprio lago é um lago salgado. Se você observar o mapa, vai ver que ele tem a forma de uma margem – ,não tem nenhum centro. É uma moldura, na verdade. O próprio non-site é um canal quadrado que contém a pedra-pomes e as cinzas coletadas perto da beira do lago, em um lugar chamado Black Point. Esse tipo de pedra-pomes é nativo em toda essa área."[1]
[1] FERREIRA, Glória, Escritos de Artistas Anos 60/70, página 284.
[1] FERREIRA, Glória, Escritos de Artistas Anos 60/70, página 284.
17 de ago. de 2009
Um divisor de águas na minha produção...

Do Rigor da Ciência
...Naquele Império, a Arte da Cartografia atingiu uma tal Perfeição que o Mapa duma só Província ocupava toda uma Cidade, e o Mapa do Império, toda uma Província. Com o tempo, esses Mapas Desmedidos não satisfizeram e os Colégios de Cartógrafos levantaram um Mapa do Império que tinha o Tamanho do Império e coincidia ponto por ponto com ele. Menos Apegadas ao Estudo da Cartografia, as Gerações Seguintes entenderam que esse extenso Mapa era Inútil e não sem Impiedade o entregaram às Inclemências do Sol e dos Invernos. Nos Desertos do Oeste subsistem despedaçadas Ruínas do Mapa, habitadas por Animais e por Mendigos. Em todo o País não resta outra relíquia das Disciplinas Geográficas.
(Suarez Miranda: Viagens de Varões Prudentes, livro quarto, cap. XIV, 1658)
Livro: História Universal da Infâmia, Jorge Luis Borges, São Paulo, ed. Globo, 1993.
...Naquele Império, a Arte da Cartografia atingiu uma tal Perfeição que o Mapa duma só Província ocupava toda uma Cidade, e o Mapa do Império, toda uma Província. Com o tempo, esses Mapas Desmedidos não satisfizeram e os Colégios de Cartógrafos levantaram um Mapa do Império que tinha o Tamanho do Império e coincidia ponto por ponto com ele. Menos Apegadas ao Estudo da Cartografia, as Gerações Seguintes entenderam que esse extenso Mapa era Inútil e não sem Impiedade o entregaram às Inclemências do Sol e dos Invernos. Nos Desertos do Oeste subsistem despedaçadas Ruínas do Mapa, habitadas por Animais e por Mendigos. Em todo o País não resta outra relíquia das Disciplinas Geográficas.
(Suarez Miranda: Viagens de Varões Prudentes, livro quarto, cap. XIV, 1658)
Livro: História Universal da Infâmia, Jorge Luis Borges, São Paulo, ed. Globo, 1993.
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